Wagner Silva Arrais de Oliveira, 19 anos, estudante de jornalismo. Depois de dois anos em um calvário popularmente conhecido como “cursinho pré-vestibular”, tenho a chance de iniciar minha caminhada rumo ao meu grande sonho de ser um profissional da comunicação.
Esses dois anos, apesar de também terem me agraciado com momentos e experiências que ser-me-ão de grande valia daqui para frente, foram muito duros comigo. Dois anos que, se ñ fosse devido a momentos ímpares, poderiam ser considerados um hiato em minha vida. Tempo de dedicação, empenho, autodisciplina (coisa que, até então, eu não tinha) que, para o bem ou para o mal, não me levaram ao sonho/objetivo de ingressar em uma universidade pública. Esse ano, estou estudando em uma outra fantástica instituição, em detrimento de não ter conquistado minha meta original. Hoje, sou movido pela esperança de que o destino foi sábio em ter escolhido o meu caminho e que, de fato, essa seja a rota que eu deva seguir. Algo que aprendi, de uma maneira muito difícil, é que nem sempre vencerei as batalhas vindouras, que terei de me acostumar com derrotas, aprender com estas e dar uma pá de cal sobre o que se passou pode ser uma maneira eficaz de cicatrizar estigmas passados (só me resta conseguir cal o suficiente).
Daqui a cinco anos estarei jornalista (salvo se eu for acometido por alguma eventual d.p.). Estarei vivendo os dias corridos de uma redação de jornal/revista, trabalhando vinte e quatro horas por dia, talvez ficando calvo, me entupindo de café e “Red Bull”, mas com um grande logro por estar fazendo o que eu sempre (a partir do segundo ano do ensino médio) quis fazer. Provavelmente, depois desses cinco anos, estarei apto a dizer se esse ente alcunhado como Destino realmente estava a meu favor ou simplesmente me estava testando, e que eu fui só mais um fraco que não teve coragem de insistir. Por favor, que isso não tenha sido um teste!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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